terça-feira, 15 de setembro de 2009

DE CARA NOVA

Todos nós amadurecemos com o tempo, mudamos de opinião, gosto e cara. O tempo nos constrói e faz com que melhoremos cada vez mais. O Naquela Conversa completará dois anos em dois dias e, como um presente digno, está recebendo casa e cara nova.
Do mesmo jeito que nossa essência permanece, sendo apenas aprimorada, o mesmo acontece com ele. O blog está novinho em folha e com endereço diferente. Você muda de nome? Não.. Nem ele. Agora é naquelaconversa.wordpress.com. Estou esperando todos vocês lá, espero que gostem!

domingo, 13 de setembro de 2009

A MOCINHA NO ESTRANGEIRO

O papel que protagonizei no meu ano vivido nos Estados Unidos da América foi digno de roteiro de cinema, com direito a elenco internacional e legendas. Para dar emoção à primeira cena, começei pisando nos Estados Unidos e sendo detida pela polícia acusada de suspeita de crime. Depois de ser vítima de bulling, ter meu armário na escola amassado por um chute, canetas e livros estragados por meninas malvadas de High School, passei a sofrer xenofobia e ser ameaçada pelas pessoas da casa onde morava.
Vivi meses dentro de um quarto chorando e rezando, vivi com trinta cachorros e fui quase deportada. Como toda mocinha, no meio do filme tive meu destino mudado: uma nova chance de ser feliz. Desta vez fui o sorriso dos corredores da escola, ensinei os outros a falar besteira e sambar, quase morri afogada em uma piscina, recebi um beijo de um jogador famoso de futebol americano, fugi para sair com um pizzaiolo, meu pai era do FBI e fui amada pelo menino mais popular da escola.
Quase no fim, uma nova vilã surgiu e fez com que, prestes a ser coroada rainha do baile de formatura, eu perdesse o título e fosse deixada por meu príncipe encantado. Surpreendendo o público, deixei o país estrangeiro por saudades da minha vida real e brasileira, derrubando as primeiras lágrimas ao escutar a aeromoça dizer "sejam bem-vindos ao Brasil".


Tudo de Blog quer saber: sua vida daria um filme?

sábado, 12 de setembro de 2009

PEQUENA DE SALTO ALTO

Brinquei muito de casinha, livraria e lojinha; voltava para casa suja de barro, asfalto e graxa da bicicleta; meus jogos não estavam na telinha de um computador, e sim na graça do elefantinho colorido, base quatro, esconde-esconte e taco.
Na fantasia de uma doce infância ao mesmo tempo eu vivia conflitos, apanhava e era intimada a olhar o mundo como “gente grande”, sendo interrompida nos sonhos e me vendo cada dia mergulhada em maior pesadelo.
Percebi que não era mais criança aos oito anos, um tanto quanto cedo. Notei que Papai Noel e Coelhinho da Páscoa não estariam mais na minha vida, e que dali em diante eu precisaria lidar com advogados, tomar conta da casa, aceitar que minha vida era diferente, e que no dia seguinte talvez não tivesse comida em casa para o almoço, mas que o mais importante era ver minha mãe sair da cama curada.
Crescer pode nos trazer traumas, porém, são estes que enriquecem nosso interior, preparando-nos para um futuro maduro, concreto e cheio de valor. O mundo adulto que um dia me assustou é o mesmo que hoje me traz prazeres.

Tudo de Blog quer saber: em que momento você parou e se deu conta que tinha crescido?